Porque é que os teclados seguem a ordem QWERTY?

Em 1868, Christopher Latham Sholes inventou a máquina de escrever. Primeiramente, Sholes ordenou as letras por ordem alfabética (como praticamente acontece na segunda fila, DFGHJKL), mas rapidamente se apercebeu das falhas mecânicas da máquina e da necessidade de mudar as letras de posição de modo a tentar forçar o datilógrafo a carregar nas teclas numa velocidade mais adequada, isto é, mais lenta.

Uma vez que a tecnologia era muito rudimentar, se o datilógrafo escrevesse vários caracteres num curto intervalo de tempo os tipos eram baralhados ou travados, e a tinta da letra escrita em seguida sobreponha a tinta da primeira, o que originava um texto impercetível de ler.

Deste modo, as teclas acabaram por ser ordenadas segundo o layout QWERTY, um teclado com as letras dispostas de uma forma que reduz a velocidade de escrita. Por exemplo, a letra “A”, uma das letras mais utilizadas, ficou confinada ao dedo mindinho esquerdo, o menos hábil de todos. As letras “E” e o “I” foram retiradas da segunda fila (DFGHJKL), a mais acessível.

Com o passar do tempo, a chegada do computador e o consequente avanço da tecnologia o problema da travagem dos tipos deixou de existir e a hipótese de adotar um novo teclado foi considerada.

Assim, vários investigadores tentaram melhorar o teclado, dos quais se destacam August Dvorak e William Dealey. Juntos, criaram um teclado teoricamente muito eficiente para a língua inglesa (3000 palavras podiam ser escritas com as letras da fila principal, contra 50 no teclado QWERTY).

Muitos fabricantes estudaram a hipótese de abandonar o QWERTY, recorrerendo a competições com o intuito de determinar qual seria o melhor. No entanto, o datilógrafo que utilizou o QWERTY já tinha bastante treino no mesmo e todo o layout completamente memorizado e, por isso, o datilógrafo que utilizou o teoricamente melhor teclado, na prática acabou por ser mais lento. O teclado, que ainda hoje conhecemos, foi se afirmando como padrão mundial e permanece inalterado até aos dias de hoje.